O Palácio Anchieta é símbolo de uma violência, a violência da imposição religiosa aos indígenas brasileiros. Mas, já que a merda já foi feita, a ideia da restauração foi boa. A restauração do Palácio Anchieta deve ser vista como a restauração de um monumento à violência. É um prédio histórico, e como tal realmente deveria ter sido restaurado, mas é resquício de mais um capítulo da história podre do cristianismo.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A hóstia clariceana
Hoje vi uma barata, suas asas brilhando-refletindo a luz do sol. Achei estranho essa barata emersa em plena luz do dia, elas que costumam vir à tona à noite. A hóstia banhada de luz. Hóstia-moeda de latão com cílios, moeda ambulante refletindo, como a Lua, a luz do Sol.
(foto retirada do site:
http://www.astro-cultura.kit.net/pedreira_240704.html)
(foto retirada do site:
http://www.astro-cultura.kit.net/pedreira_240704.html)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Escravidão = prostituição
Mas, no final das contas, somos todos uns prostituídos, pois, por contraditório que pareça, temos que nos vender para ter alguma dignidade. Para que não reste dúvida quanto à máxima (na qual todos acreditam, a qual todos pregam, pela qual todos trabalham) que quero fazer vir à tona: só o dinheiro traz dignidade. Há uma frase que ouvi e que desconheço a autoria, pois foi uma citação que me disseram, que diz: "Só o trabalho traz a dignidade para amar". E nós trabalhamos para quê?
Afinal de contas, para amar é necessário no mínimo um lugar aconchegante, um lar, um motel, o que custa dinheiro. Para amar é preciso comer e ninguém se alimenta de luz, a não ser as plantas e não estamos falando delas, que não precisam de dinheiro para se reproduzir e nem para se alimentar (sorte delas!)
E além de prostituídos, somos todos uns escravos, obrigados a trabalhar, pois não temos outra opção (a não ser os aristocratas, esses parasitas!)
Somos escravos assalariados e trabalhamos para conseguir a carta de alforria (aposentadoria).
Enfim, esse é o nosso drama.
sábado, 10 de outubro de 2009
Heresia
Pessoas que me conhecem costumam dizer que eu tenho a mania de falar sobre um assunto quando ele aparentemente já tinha "morrido". Confirmando o que elas dizem, vou falar de uma questão sobre a qual, embora tenha causado polêmica na época de sua eclosão, ninguém fala mais nada.
A questão é a seguinte: quando aquela menina que era estuprada pelo padrasto desde os seis anos de idade engravidou de gêmeos e, com auxílio médico, abortou, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho disse que "Roubar, assaltar e estuprar também são pecados, mas não tão graves como o aborto".
Parece que o tal arcebispo tentou concertar tal frase depois de proferida, ou então eu li em algum lugar a opinião divergente de outro arcebispo.
Só sei que a Folha de S. Paulo - que não está me pagando nada - de 8 de março - ironicamente dia da mulher - veio com excelentes cartas de leitores indignados com a frase do arcebispo e também reflexões interessantes sobre o tema em seus editoriais, às quais venho somar, ainda que tardiamente, o meu breve depoimento:
Não duvido que mulheres possam estuprar outras mulheres, crianças (de ambos os sexos) e / ou mesmo homens, mas, se o estupro é predominantemente masculino e o aborto, (não exclusivamente) feminino - homens podem ser coadjuvantes ou mesmo protagonistas de tal ato, independente de ser a mulher a geradora -, e se a mulher, perante a Igreja Católica, vale menos que o homem, então, para ela (a I. Católica) e para uma sociedade essencialmente patriarcal, é óbvio que o aborto é muito mais grave e condenável que o estupro.
É por essa e outras razões que sou, como Saramago, a favor do direito de heresia.
Não duvido que mulheres possam estuprar outras mulheres, crianças (de ambos os sexos) e / ou mesmo homens, mas, se o estupro é predominantemente masculino e o aborto, (não exclusivamente) feminino - homens podem ser coadjuvantes ou mesmo protagonistas de tal ato, independente de ser a mulher a geradora -, e se a mulher, perante a Igreja Católica, vale menos que o homem, então, para ela (a I. Católica) e para uma sociedade essencialmente patriarcal, é óbvio que o aborto é muito mais grave e condenável que o estupro.
É por essa e outras razões que sou, como Saramago, a favor do direito de heresia.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Demagogia
http://caderno.josesaramago.org/2009/01/20/donde/
Não me surpreende que Barack Obama fale "de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida". Pra mim é mera demagogia. O que me surpreende é que o Saramago não tenha enxergado isso.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Pindorama
Hoje eu fui à Biblioteca Pública do Espírito Santo assistir a uma "palestra" (entre aspas porque parece que esse é um termo pejorativo na área acadêmica) de Gilbert Chaudanne que, com todo respeito que tenho por ele, deixou-me indignada ao dizer que "o Brasil começou do litoral", o que obviamente é uma perspectiva europeia. Parece que um conhecido (ou talvez amigo mesmo) dele que estava na plateia o lembrou dos indígenas (ele falou muito baixo, mas foi o que supus ouvir, na minha revolta), ao que Chaudanne respondeu: "ah, mas eles não dominaram o Brasil". Como não dominaram? Dominaram não o Brasil, certamente, mas dominaram Pindorama, que viria se tornar Brasil, à maneira deles. Acho que Mário de Andrade ficaria do meu lado.
Tirando isso, a "palestra" foi ótima. Anotei muita coisa, mas não tudo. Mas felizmente todas as apresentações do Chaudanne na Biblioteca vão ser publicadas.
Uma das coisas que mais me marcaram na apresentação foi a dicotomia que Chaudanne apontou que existe no Brasil entre litoral e interior, o que não existe na França, mas aí ele me saiu com a ótima "o interior é o inconsciente do Brasil".
Isso é só uma "palhinha". Quem quiser saber de tudo o que foi falado, é só ler a publicação que será lançada.
Mas como a fala da Rita de Cássia Maia, gerente do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Espírito Santo, não será publicada, aqui vai (sobre Os sertões, de Euclides da Cunha): "as agruras do sertão são materializadas numa linguagem precisa".
A Rita ainda disse, respondendo a uma pergunta de alguém da plateia, que Os sertões são um verdadeiro "tratado de sociologia, no patamar de um Casa grande e senzala", ao que Chaudanne respondeu que para ele se trata de uma "obra total", pois trata não só da sociologia, como da geografia, da história, da geologia e ainda é poesia (em prosa) e romance.
Mas como a fala da Rita de Cássia Maia, gerente do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Espírito Santo, não será publicada, aqui vai (sobre Os sertões, de Euclides da Cunha): "as agruras do sertão são materializadas numa linguagem precisa".
A Rita ainda disse, respondendo a uma pergunta de alguém da plateia, que Os sertões são um verdadeiro "tratado de sociologia, no patamar de um Casa grande e senzala", ao que Chaudanne respondeu que para ele se trata de uma "obra total", pois trata não só da sociologia, como da geografia, da história, da geologia e ainda é poesia (em prosa) e romance.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Nada
espirrar livro no vidro, vitrificar toda a minha lava, lavar o osso do almoço, correr toda ruína elefante, almoçar a soja do trigo, triturar a cor-de-rosa aldeia das tribos, que ela é tão ingênua e amarga, tão grávida de elefantes pretos e cozidos, tão novelo de fruta, tão pátria e mátria e elo dos rouxinóis, tão casa da gente, tão somente o que é e o que sorve de vida nutrida, tão sorvete de cotovelo, tão nó do ab-rupto, tão gasto de rua no elo da mátria de insônias algozes, capturando a nata disso que chamamos de arroz, de fruta, de rotas implumes e suficientes de tudo, do tanto, do encanto roído do cotidiano, o eco gelado do oco do gelo, da água esparramada dos compridos, dos veios eficazes dos lilases, da música viúva dos quentes, da agulha do nível breve, da rotina louca arranhada nos postes, do pranto acossado dos meninos de rua, do ávido tráfico de nunvens amarelas, para quê mesmo traficar nuvens amarelas? De tudo que é tanto e quase. De nunca. O gosto do nunca é mais alto que o do nada. Nadar cinco quilômetros e não chegar a lugar nenhum, nadar toda a vida para nada, para nunca, para sempre, para tanto, pra quê tanto? Pra que nadar tanto? Pra Nada. Pra Nada.
sábado, 19 de setembro de 2009
Perdi qualquer elo íntimo com minha vida. Ela é uma massa amorfa boiando sob uma placenta impermeável, massa que guarda um coração que bate, bate, bate-bate, pulsando catarros pegajosos e viscosos. Normal enquanto o pigarro resistir. A linfa do coração persiste na baba gosmenta do catarro do pulmão. Parar de fumar. O vício que tange o impalpável, polpa de milho do templo: o silêncio é oco igual a uma maçã.
Tá bom, atendendo a apelos, não abandonarei o Contrassenso, embora o Intrassumo tenha ficado com um layout incríver! Pretendo não abandonar o Intrassumo também. Ele é ainda um embrião, mas já o embalo com muito carinho no meu ventre! Por falar nisso, tem post novo lá.
domingo, 13 de setembro de 2009
Garota interrompida
É incrível, mas sempre que minha vida tem tudo pra dar certo, eu vou lá e chuto o balde!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Ainda
Tenho ameaçado abandonar este humilde espaço, com sua única seguidora invicta, mas acabei de escrever algo e o lugar deste algo é aqui:
Talvez eu precise lembrar que eu sou humana como os outros. Não sei o que faço para merecer o meu próprio perdão. Perdão, essa palavra que está tão gasta hoje e que não é bem vista por alguns. Talvez faça sentido essa desconfiança. Afinal, o que significa um neonazista pedir desculpas a um judeu? Lembrando que o holocausto não redime os judeus de seus crimes. Crimes contra o gênero feminino (dizem os judeus em suas preces matinais: "Bendito seja Deus nosso Senhor e o Senhor de todos os mundos por não me ter feito mulher", ao que suas esposas respondem, resignadas: "Bendito seja o Senhor que me criou segundo a sua vontade". Que ofensa terrível é para um judeu ser mulher. Imaginem a que isso dá o direito de fazerem conosco? - e no cristianismo não é muito diferente, os cristãos amam suas esposas, desde que elas sejam "castas e dóceis"), voltando aos judeus: crimes contra os palestinos, mais outro punhado de crimes que cometeram e cometem.
Então talvez eu tenha que lembrar que, judeus ou neonazistas, palestinos ou mulheres, homens ou políticos, somos todos terráqueos, terráqueos odiando, esfaqueando e roubando uns aos outros. E, no meio desse lamaçal, somos todos "farinha do mesmo saco"! No final das contas, só fazemos o dinheiro circular e mudar de dono. Eis a nossa miséria!
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Intrassumo
Troca de pele, Contrassenso, seja o que isto for, cansei disto. Já é rotina eu trocar de blog sempre, e este já estava durando demais. Já tenho novo endereço, inaugurado com um meme que recebi da Lu Morena e que modifiquei um pouco, invertendo os papéis sugeridos tais como supus ter sido realmente como aconteceu na exposição que inspirou o meme. Também não segui outras regras.
O meu novo blog é o Intrassumo
O blog da Lu Morena, que foi quem me indicou o meme, é o Paracetamol
Obrigada a todos que me acompanharam.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Covardia
E o moço me olhou e viu nos meus olhos o fundo do mundo, o avesso da ferida sem casca vazando aquele sêmen limpo e ralo das feridas, um mundo sem dono, uma casa abandonada. Ele me olhou e naquele olhar me interrogava "quem é você?" e a resposta era o alguém atrás do alguém, o oco de todos os alguéns.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Estética suína
A personagem narradora do romance Porcarias, de Marie Darrieussecq, é a versão feminina de Gregor, dA metamorfose kafkiana. Uma das diferenças entre os dois personagens é que, além dela se transformar numa porca, a metamorfose dela é cíclica, vem e volta, ora ela é porca, ora humana, ora híbrida (fases de transição), ao invés de ser permanente como a de Gregor.
Vou transcrever parte do que está na orelha do livro, texto cuja autoria não é informada (talvez seja da tradutora Rosa Freire d'Aguiar, mas não é possível afirmá-lo): "Narrado num ritmo alucinante e bem-humorado, o livro é um escárnio ao puritanismo, ao culto do corpo e à obsessão pela saúde. Com sua fábula zoológica, Darrieussecq mostra que tudo aquilo que hoje chamamos de 'politicamente correto' apenas contribui para bestializar a sexualidade em nome da assepsia (transformando o desejo em perversão) e para coisificar o corpo em nome da estética (e de sua deturpação cosmética)." - providencial num tempo em que achamos shampoos custando mais de R$ 100,00
A leitura do romance flui fácil, com seu "ritmo alucinante", e sua prostituída protagonista, que é bolinada logo na sua primeira entrevista de emprego (que ela aceita!), nota no início do romance que sua pele está ficando mais elástica e mais rosada, o que inclusive excita seus parceiros.
Mas a situação vai se agravando cada vez mais e a personagem, num momento de aparência grotesca, vira modelo de uma campanha política cujo lema é "Por um mundo mais saudável", ilustrando a que ponto podem chegar os partidos políticos em suas respectivas publicidades, de escarnecer do povo (representado pela modelo) descaradamente (e de se explorar as moléstias da população, rentáveis moléstias).
E assim como é possível a identificação do leitor com Gregor (principalmente pela questão do emprego / desemprego), é possível a identificação principalmente pela leitora com a "Grande Porca", já que nossos hormônios nos submetem também a um processo cíclico (lembrando que há outros processos cíclicos vividos pelo ser humano, inclusive pelo homem) e nossa pele pode ficar mais rosada e mais elástica devido a uma alergia qualquer, enfrentamos o problema da depilação e não vemos outra saída a não ser nos empanturrar de cosméticos (aliás, virou obrigação ter cabelo liso?).
domingo, 30 de agosto de 2009
Pai natal
Nunca acreditei em Papai Noel! Meus pais bem que tentaram, fizeram de tudo pra que eu acreditasse, mas não conseguiram. Eu já não acreditava mesmo e (depois de outras tentativas frustradas de nos enganar - a mim e ao meu irmão) quando meu pai se vestiu de Papai Noel, bem, na época não existiam tantos recursos, ele era magro e nem colocou uma almofada na barriga, e no rosto pôs uma daquelas toscas máscaras de plástico que ficam presas na cabeça por um elástico fino. Do lado da máscara dava pra ver a barba do meu pai. Eu era uma criança esperta, isso não passou despercebido por mim.
Mas meus pais me ensinaram a acreditar em Deus e nele eu acreditei. Pois bem, não é a mesma coisa? A lógica não é a mesma do Papai Noel? Uma mentira que nos contam para nos confortar. Ontem pensei nisso e senti a dureza de quem está deixando o casulo da ingenuidade. Pois quando acordamos da ingenuidade, sentimos um peso opressor. E a falta de Deus dá o peso da total responsabilidade por nossas próprias vidas também, a responsabilidade sartriana.
Essas reflexões me fizeram lembrar do livro Alegria breve, de Vergílio Ferreira, que gira em torno dessa questão do ateísmo e da aridez da vida, e tem um personagem que fala justamente do Deus da infância, ou seja, Deus é coisa de criança. Uma ideia bonita, motivadora, mas, como disse Dawkins, um delírio.
Bem, desde o meu primeiro blog do google eu demonstro essa crise religiosa, mas a verdade é que, embora pela via da razão eu tenha que concordar com Dawkins, eu tenho um "sexto sentido" que às vezes se torna muito apurado. "Deus" não estou bem certa que existe. Mas existe algo sobrenatural, sim. Eu posso senti-lo como vejo ou escuto. Existem aqueles filósofos que dizem que não podemos confiar em nossos sentidos... mas se é ilusão isso que sinto, então também é ilusão o que vejo ou o sabor que minhas papilas gustativas captam.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Escrever dá muito trabalho! Dá muito trabalho rasgar as pilhas e pilhas de bostas que escrevemos - afinal escrevo no papel antes de passar pro PC. Mas fiz um favor à humanidade hoje rasgando coisas que me envergonho de ter escrito! Como me arrependo de ter me iludido achando que faria um (ou melhor, dois) romance(s)! Pior que devo ter enviado cópia pra um amigo, que agora tem uma arma contra mim! :(
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Histórias de meu amigo Quebec
(escrito em 21 de agosto)
Eu "juro" que ontem só usei nicotina! - além das minhas drogas-lícitas-cotidianas (Que nunca me causaram alucinação alguma!)
Bem, pelo que tenho sonhado, já tinha tido a impressão de que, enquanto meu corpo descansa, minha alma fica vagando por aí, assombrando os outros.
Mas hoje, num sonho, descobri que eu não sou a autora desse blog, que eu sou um espírito que assombra a Helena - embora eu tenha acordado Helena (Eu sou plural! - "Meu nome é legião"). Mas como foi doído descobrir que eu era eu - um mísero eu - e não a Helena - que inveja eu sentia dela enquanto eu não a assombrava! (Eu sou meu próprio fantasma!)
Bem, mas o interessante é que no próprio sonho já comecei a escrever esse post, e o título me veio assim, desse jeito, no sonho, mas óbvio que "Quebec" é fusão de Quelemén com "Cardéque", então resolvi preservar o título sugerido pelo meu inconsciente.
(Pois é! Por isso que parei de escrever! Tudo já está escrito! Fernando Pessoa já dizia que psicografava a si mesmo!)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
jardim do éden
Então eles eram naturais e inteiros e riam às gargalhadas como se a vida fosse uma recreação com prazo de validade, sobre o qual eles não estavam aptos a divagar.
Divertir-se era tudo e era como eles maquiavam a dor existencial, enganando-se a si mesmos, sem suspeitar que o inconsciente nos prega peças.
Mas seus sonhos eram límpidos e assim eles eram sempre o bebê com a teta na boca, sem a preocupação de limpar os próprios excrementos.
Divertir-se era tudo e era como eles maquiavam a dor existencial, enganando-se a si mesmos, sem suspeitar que o inconsciente nos prega peças.
Mas seus sonhos eram límpidos e assim eles eram sempre o bebê com a teta na boca, sem a preocupação de limpar os próprios excrementos.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
.a vida segue
É na testa que se sente o tédio? O tédio mineral escorrendo nuca abaixo, tépidas hemorróidas cardíacas na face empoeirada.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sinto muito por ter depositado estes signos aqui. Sinto muito por ter feito você perder seu tempo lendo esta merda em qualidade muito inferior àquela que você deposita diariamente (a não ser que tenha o intestino preso) na sua latrina. Sinto muito por escrever tão mal! Sinto muito! Vou tentar me conter e evitar estes lapsos novamente.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Pintinhos...

E eles alimentavam a manada à base de farofa e milho cozido, que eles tiravam do sabugo para semear ao deus-dará, o deus dará dos elefantes que comem pipocas nas refeições mais consistentes. Sim, o milho, sempre o milho. Não subestimem o deus-milho. O milharal é um templo.
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