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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Blogagem coletiva: a ficção e o que podemos fazer para essa ficção não continuar sendo uma tragédia

A noção de nação é uma ficção. Pessoas que acreditam ter o suficiente de características em comum para constituir uma nação sustentam essa ficção. É só formar um exército para defender as fronteiras delimitadas por linhas geográficas imaginárias, fazer uma lavagem cerebral para que as pessoas acreditem mesmo ter as tais características em comum suficientes e... temos uma nação!

Mas, já dizia Goebbels, uma mentira mil vezes repetida torna-se verdade. E como pessoas demais acreditam nessa ficção, temos que respeitar essa crença se quisermos ver efetuadas as nossas garantias que teríamos naturalmente se ainda fôssemos, por exemplo, uma sociedade de subsistência, como éramos antes dos europeus aqui chegarem e imporem seu modo de vida.

Estou querendo dizer que devo ser mais prática. Vamos supor, por exemplo, que sejamos cerca de 190 milhões de brasileiros regidos por uma República Federativa, que se diz democrática (e não o é), representada no momento pela presidenta Dilma Rousseff. Então, já que estamos todos alucinados e acreditamos nessa ficção, temos que ver nossos direitos básicos garantidos, de acordo com o que diz, por exemplo, nossa Constituição.

Estou escrevendo este texto como resposta à proposta da blogueira Van, do Retalhos do que sou. Então vou focar exclusivamente numa questão específica para que vejamos garantidos nossos direitos básicos, como cidadãos brasileiros: a questão da regulação dos meios de comunicação.

Porque, enquanto não tivermos essa tal regulação, seremos governados pela grande mídia e não por quem elegemos de fato para nos representar, e, enquanto não tivermos essa tal regulação, só veremos nossos representantes de fato como a grande mídia quiser que os vejamos, pelos ângulos que eles querem que vejamos.

Então é isso. Acho que esse talvez seja o início de algo que poderemos chamar verdadeiramente de democracia, ainda que a democracia fictícia de uma nação fictícia - como todas as nações - e, talvez, se agirmos localmente, dentro dos limites imaginários de nossa nação, talvez um dia possamos agir globalmente.

Só quando nos livrarmos dessa ditadura - a ditadura exercida pelos meios de comunicação (obviamente que não estou falando de um meio de comunicação como este blogue, praticamente irrelevante em termos de números de leitores. Estou falando de uma mídia mais abrangente, a chamada "grande mídia") - poderemos começar a sonhar em ver nossos direitos básicos garantidos.

3 comentários:

Van disse...

Coral querida

que alegria ler seu post, ver sua opinião expressa, seu posicionamento claro, provocando reflexões. è isso que acredito ser o caminho, o posicionamento o debate, o conhecimento.

Não precisamos concordar com tudo entre nós, mas precisamos debater tudo, analisar e conhecer tudo buscando a formação de opnião e o senso crítico, é esse o ponto que falta ao brasileiro, a busca, a formação da opinião, o senso crítico.

Você contribuiu enormemente, abriu um questionamento. Obrigada!

Beijos!

Luciano Baptista Domingos disse...

Gostei Helena!! Todos sonhamos com nossos verdadeiros direitos de ir e vir. Que as pessoas possam ver suas conquistas por meios dos seus esforços e serem recompensadas merecidamente de fato e por direito. Abraços

Reflexo em Coisas de Mulher disse...

Ei vim conhecer seu espaço, ja adorei e ja te sigo.
Deixo o convite
para ir deixar suas impressões la no meu canto.
Vai ser perfeito recebe-la.
Volto aqui para comentar devidamente.
Lindo dia de quinta.
Bjins entre sonhos e delírios